Os limites do preconceito
Observamos na semana passada uma das cenas mais fortes que vi nos últimos tempos, a Luciana de Viver a Vida foi pedida em casamento e sua futura sogra teve uma reação infelizmente comum a muitos familiares de pessoas que se apaixonam por portadores de necessidades especiais.
A senhora recebeu a notícia com disfarçada indignação, e em seguida foi “conversar” com futura nora. Nesta conversa ela disse querer tirar dúvidas sobre as atuais condições da menina. A conversa esclareceu suas dúvidas sobre as condições da menina, porém, ao vê-la educada respondendo os questionamentos, a mãe do rapaz extrapolou os limites do preconceito ao insinuar que a menina nunca satisfaria o marido sexualmente e ainda que talvez nunca poderia ter filhos, e que seu filho esconderia o problema por educação ou pena.
Como alguém pode presumir visualmente as condições de saúde do outro? Familiares não têm direito algum a ferir alguém dessa forma pois além de constituir ignorância, constitui ainda desrespeito com as escolhas pessoais do ente querido e descaso com o amor. O amor é o sentimento mais nobre que existe não há sentido em tentar definir a pessoa certa ou errada para alguém amar, em desafiar o desejo de unir-se de duas pessoas.
Há quem diga que oque pode mover esse tipo de atitude é o amor. Que amor é esse que não leva em conta a opção da pessoa amada. Não existe amor neste tipo de atitude, existe sentimento de posse pelo qual alguns acham que podem decidir o parceiro ideal para alguém. E em se fazendo essa escolha de forma visual, como saberemos se a pessoa “escolhida” por nós não tem vícios ou atitudes indígnas escondidas em um corpo perfeito?
Já é hora das pessoas enxergarem os seres humanos por trás dos problemas físicos, deficiências físicas, visuais de toda forma. Os deficientes ou portadores de necessidades especiais têm muito a ensinar a respeito de tolerância, resignação, humildade, força de vontade e superação. Muitas vezes estes se tornam companheiros e companheiras fortes e amorosos, despertando paixões nas almas nos seus cônjuges, um amor pleno que é cego para qualquer defeito do corpo. Um amor que ama de alma para alma, o mais puro e o mais profundo, o mais verdadeiro. Não é difícil encontrarmos casais formados assim e quem tem uma união invejável.
Cuidado “pessoas que so querem o bem” dos outros, pois já erraram em pensar em julgar alguém pela aparência e ninguém é propriedade do outro por mais que tenham laços familiares, esse tipo de atitude pode magoar e é inútil, desperdiça energia, desgasta relacionamentos familiares, pode causar feridas muito difícies de cicatrizar e o mais importante: Não vai destruir o amor verdadeiro!

[...] This post was mentioned on Twitter by dgmike and dgmike, Alice Andrade. Alice Andrade said: Post novo no meu blog http://bit.ly/cONXQg [...]
oi sou leticia, e gostei muito de tudo, as pessoas deficiente tem que ser tratada como todos de igual pra igual é um ser com sentimentos , defeitos e qualidades assim como todos, até mas sentimentos do que todos, mulheres deficientes Deus te usa es uma vitoriosa porque ate mesmo antes de vim ao mundo venceu a morte jesus ama vocês
Boa tarde querida Alice, suas palavras foram muito bem colocadas. Concordo com você que “pessoas que só querem o bem” interferem, e muiiiito, na relação principalmente quando querem dar uma de médico e vidente querendo diagnosticar e prever a condição alheia.
Viva as diferenças! Viva o amor!!
Parabéns pelo blog.
Lindissimo post. Concordo em gênero, número e grau com o seu ponto de vista. Infelizmente, não só aqui no Brasil, mas em todo mundo há sim preconceito, e não precisamos ir longe, está em nossa casa mesmo. As pessoas deveriam se dar conta que TODOS nós somos literalmente IGUAIS!!! Brancos, negros, deficientes, altos, baixos, gordinhos, magrinhos…!!!! Essa hipocrisia de se achar melhor por não ter deficiência física é ridícula, na verdade estes que se acham superiores, são na verdade no mínimo desprovidos de humanidade.
LINDO MINHA IRMA TA DE PARABENS O SEU BLOG TA LINDO A FOTO TA LINDA…
BJSSSS
TE AMOOOOO
Oi Alice, tenho um filho com o mesmo problema que você e estou emocionada com cada post.
Um beijo