Temos Fipan!

Curitiba nesse último fim de semana estava muito bonita, cidade arborizada, florida e com muita vida. O Centro Europeu era nosso destino, onde verificamos viabilidades de alguns cursos, através de um atendimento especial e único despensado a nós em pleno domingo de julho, quando qualquer outra empresa poderia estar encolhida em seu sofá assistindo filme.

Nos hospedamos em um hotel simples, mas consideravelmente aconchegante, a não ser pela falta de acessibilidade, logo na entrada uma escadaria de 20 degraus me espera, ao chegar lá me deparei com um monte de escadas para ir aos quartos e nenhum elevador, fato que, como residente de São Paulo me causou estranheza e decepção, pois era de se esperar de um hotel um pouco mais de respeito pelos portadores de necessidades especiais, não obstante todas as sujestões de passeios que foram dadas eram para rotas a pé.
A noite estava linda, a cidade possui um cenário que traduz cuidado com a estética, ruas limpas, prédios de iluminação indireta, prédios e monumentos históricos, segurança e policiamento foram caracterÃsticas gritantes essa noite.

No outro dia seguimos para o jardim botânico, um jardim lindo e enorme com cópia do Palácio de Cristal muito fiel por sinal, digo isso pois estive no original em Petrópolis. Qual não foi minha supresa quando procurei por cadeira de rodas para poder usufruir do imenso jardim e ouvi a resposta “Não oferecemos esse serviço”. Estupefata, custei a crer que chamavam de serviço prestado o fornecimento de acesso dos PNEs ao parque, me entristeci e só conheci uma parte, a cidade que prezava pela estética e aparência não havia se dado conta das diferenças existentes no mundo.

No Museu Oscar Niemeyer , porém, encontrei cadeiras apropriadas e acesso relativo, porém até pegar a cadeira de rodas a situação é complicada, pois o estacionamento é bem longe e ai fica dificil, mas pelo menos ai houve intensão.

Hoje já em São Paulo, visita a Fipan, Feira Internacional de Panificação, houve um pequeno mal entendido na hora da entrada por faltade comunicação entre o estacionamento e organização do evento, porém, percebi estar em São Paulo quando vi cerca de 6 cadeiras motorizadas esperando pelos deficientes que fossem visitar a feira e um atendimento todo especial oferecido pela organizaçao do evento, oque me lembrou que enfim, eu estava em casa!
Esses fatos ajudam a reforçar minha teoria de como a cidade de São Paulo aconchega bem seus PNEs e como somos felizes através da inclusão aqui.

