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	<title>Alice Andrade Design e Histórias &#187; deficiência</title>
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	<description>Justiça colher aquilo que plantou</description>
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		<title>Temos Fipan!</title>
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		<pubDate>Wed, 21 Jul 2010 04:03:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>alice</dc:creator>
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Curitiba nesse último fim de semana estava muito bonita, cidade arborizada, florida e com muita vida. O Centro Europeu era nosso destino, onde verificamos viabilidades de alguns cursos, através de um atendimento especial e único despensado a nós em pleno domingo de julho, quando qualquer outra empresa poderia estar encolhida em seu sofá assistindo filme.

Nos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.alice.blog.br/wp/wp-content/uploads/2010/07/DSC05275.jpg"><img src="http://www.alice.blog.br/wp/wp-content/uploads/2010/07/DSC05275-300x225.jpg" alt="" title="DSC05275" width="300" height="225" class="alignnone size-medium wp-image-220" /></a><br />
Curitiba nesse último fim de semana estava muito bonita, cidade arborizada, florida e com muita vida. O Centro Europeu era nosso destino, onde verificamos viabilidades de alguns cursos, através de um atendimento especial e único despensado a nós em pleno domingo de julho, quando qualquer outra empresa poderia estar encolhida em seu sofá assistindo filme.<br />
<a href="http://www.alice.blog.br/wp/wp-content/uploads/2010/07/DSC05503.jpg"><img src="http://www.alice.blog.br/wp/wp-content/uploads/2010/07/DSC05503-300x225.jpg" alt="" title="Centro Europeu" width="300" height="225" class="alignnone size-medium wp-image-221" /></a><br />
Nos hospedamos em um hotel simples, mas consideravelmente aconchegante, a não ser pela falta de acessibilidade, logo na entrada uma escadaria de 20 degraus me espera, ao chegar lá me deparei com um monte de escadas para ir aos quartos e nenhum elevador, fato que, como residente de São Paulo me causou estranheza e decepção, pois era de se esperar de um hotel um pouco mais de respeito pelos portadores de necessidades especiais, não obstante todas as sujestões de passeios que foram dadas eram para rotas a pé.<br />
A noite estava linda, a cidade possui um cenário que traduz cuidado  com a estética, ruas limpas, prédios de iluminação indireta, prédios e monumentos históricos, segurança e policiamento foram características gritantes essa noite.<br />
<a href="http://www.alice.blog.br/wp/wp-content/uploads/2010/07/DSC05294.jpg"><img src="http://www.alice.blog.br/wp/wp-content/uploads/2010/07/DSC05294-300x225.jpg" alt="" title="Cenario fantastico" width="300" height="225" class="alignnone size-medium wp-image-222" /></a><br />
No outro dia seguimos para o jardim botânico, um jardim lindo e enorme com cópia do Palácio de Cristal muito fiel por sinal, digo isso pois estive no original em Petrópolis. Qual não foi minha supresa quando procurei por cadeira de rodas para poder usufruir do imenso jardim e ouvi a resposta &#8220;Não oferecemos esse serviço&#8221;. Estupefata, custei a crer que chamavam de serviço prestado o fornecimento de acesso dos PNEs ao parque, me entristeci e só conheci uma parte, a cidade que prezava pela estética e aparência não havia se dado conta das diferenças existentes no mundo.<br />
<a href="http://www.alice.blog.br/wp/wp-content/uploads/2010/07/DSC05398.jpg"><img src="http://www.alice.blog.br/wp/wp-content/uploads/2010/07/DSC05398-300x225.jpg" alt="" title="Copia do Palacio de Cristal" width="300" height="225" class="alignnone size-medium wp-image-223" /></a><br />
No Museu Oscar Niemeyer , porém, encontrei cadeiras apropriadas e acesso relativo, porém até pegar a cadeira de rodas a situação é complicada, pois o estacionamento é bem longe e ai fica dificil, mas pelo menos ai houve intensão.<br />
<a href="http://www.alice.blog.br/wp/wp-content/uploads/2010/07/DSC05465.jpg"><img src="http://www.alice.blog.br/wp/wp-content/uploads/2010/07/DSC05465-300x225.jpg" alt="" title="MON" width="300" height="225" class="alignnone size-medium wp-image-224" /></a><br />
Hoje já em São Paulo, visita a Fipan, Feira Internacional de Panificação, houve um pequeno mal entendido na hora da entrada por faltade comunicação entre o estacionamento e organização do evento, porém, percebi estar em São Paulo quando vi cerca de 6 cadeiras motorizadas esperando pelos deficientes que fossem visitar a feira e um atendimento todo especial oferecido pela organizaçao do evento, oque me lembrou que enfim, eu estava em casa!<br />
Esses fatos ajudam a reforçar minha teoria de como a cidade de São Paulo aconchega bem seus PNEs e como somos felizes através da inclusão aqui.<br />
<a href="http://www.alice.blog.br/wp/wp-content/uploads/2010/07/P1110457.jpg"><img src="http://www.alice.blog.br/wp/wp-content/uploads/2010/07/P1110457-300x225.jpg" alt="" title="Fipan" width="300" height="225" class="alignnone size-medium wp-image-225" /></a></p>
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		<title>Os limites do preconceito</title>
		<link>http://www.alice.blog.br/2010/04/os-limites-do-preconceito/</link>
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		<pubDate>Wed, 14 Apr 2010 17:26:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>alice</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Observamos na semana passada uma das cenas mais fortes que vi nos últimos tempos, a Luciana de Viver a Vida foi pedida em casamento e sua futura sogra teve uma reação infelizmente comum a muitos familiares de pessoas que se apaixonam por portadores de necessidades especiais.
A senhora recebeu a notícia com disfarçada indignação, e em [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Observamos na semana passada uma das cenas mais fortes que vi nos últimos tempos, a Luciana de Viver a Vida foi pedida em casamento e sua futura sogra teve uma reação infelizmente comum a muitos familiares de pessoas que se apaixonam por portadores de necessidades especiais.</p>
<p>A senhora recebeu a notícia com disfarçada indignação, e em seguida foi &#8220;conversar&#8221; com futura nora. Nesta conversa ela disse querer tirar dúvidas sobre as atuais condições da menina. A conversa esclareceu suas dúvidas sobre as condições da menina, porém, ao vê-la educada respondendo os questionamentos, a mãe do rapaz extrapolou os limites do preconceito ao insinuar que a menina nunca satisfaria o marido sexualmente e ainda que talvez nunca poderia ter filhos, e que seu filho esconderia o problema por educação ou pena.</p>
<p>Como alguém pode presumir visualmente as condições de saúde do outro? Familiares não têm direito algum a ferir alguém dessa forma pois além de constituir ignorância, constitui ainda desrespeito com as escolhas pessoais do ente querido e descaso com o amor. O amor é o sentimento mais nobre que existe não há sentido em tentar definir a pessoa certa ou errada para alguém amar, em desafiar o desejo de unir-se de duas pessoas.</p>
<p>Há quem diga que oque pode mover esse tipo de atitude é o amor. Que amor é esse que não leva em conta a opção da pessoa amada. Não existe amor neste tipo de atitude, existe sentimento de posse pelo qual alguns acham que podem decidir o parceiro ideal para alguém. E em se fazendo essa escolha de forma visual, como saberemos se a pessoa &#8220;escolhida&#8221; por nós não tem vícios ou atitudes indígnas escondidas em um corpo perfeito?</p>
<p>Já é hora das pessoas enxergarem os seres humanos por trás dos problemas físicos, deficiências físicas, visuais de toda forma. Os deficientes ou portadores de necessidades especiais têm muito a ensinar a respeito de tolerância, resignação, humildade, força de vontade e superação. Muitas vezes estes se tornam companheiros e companheiras fortes e amorosos, despertando paixões nas almas nos seus cônjuges, um amor pleno que é cego para qualquer defeito do corpo.  Um amor que ama de alma para alma, o mais puro e o mais profundo, o mais verdadeiro. Não é difícil encontrarmos casais formados assim e quem tem uma união invejável.</p>
<p>Cuidado &#8220;pessoas que so querem o bem&#8221; dos outros, pois já erraram em pensar em julgar alguém pela aparência e ninguém é propriedade do outro por mais que tenham laços familiares, esse tipo de atitude pode magoar e é inútil, desperdiça energia, desgasta relacionamentos familiares, pode causar feridas muito difícies de cicatrizar e o mais importante:<strong> Não vai destruir o amor verdadeiro!</strong></p>
<p><object width="480" height="385"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/gyUt9B4a_hk&#038;hl=pt_BR&#038;fs=1&#038;color1=0x5d1719&#038;color2=0xcd311b"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/gyUt9B4a_hk&#038;hl=pt_BR&#038;fs=1&#038;color1=0x5d1719&#038;color2=0xcd311b" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="385"></embed></object></p>
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		<title>Aprendendo a aprender Cap.2 Mielomenigoceli</title>
		<link>http://www.alice.blog.br/2009/09/aprendendo-a-aprender-mielomeningoceli/</link>
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		<pubDate>Thu, 10 Sep 2009 08:37:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>alice</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Você faz a mínima idéia de como é incômodo ouvir a pergunta&#8230;Oque voce tem na perna? imendado em um&#8230;É de nascença (sim, porque esse tipo de gente quase sempre num sabe falar nascência!)?
Pois é assim que começo este post&#8230;Oque é que os seres humanos têm na cabeça??
O tempo passava, procuramos os melhores médicos em São [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Você faz a mínima idéia de como é incômodo ouvir a pergunta&#8230;Oque voce tem na perna? imendado em um&#8230;É de nascença (sim, porque esse tipo de gente quase sempre num sabe falar nascência!)?</p>
<p>Pois é assim que começo este post&#8230;Oque é que os seres humanos têm na cabeça??</p>
<p>O tempo passava, procuramos os melhores médicos em São Paulo, Escola Paulista de Medicina&#8230;vários exames&#8230;Chegamos até Dr. Celso Simonetti, ortopedista muito competente que encarou o desafio de operar meus pés, tortos por conta da má formação. Começamos a peleja, todos os anos exames de raio x para ver se o pé havia parado de crescer&#8230;Só com 12 anos, o doutor dizia, mas temos que monitorar as alterações. Eu retrucava&#8230;Não, Nossa Senhora Aparecida me avisou, é com 11anos!</p>
<p>Vou fazer uma pausa aqui pra contar esse causo. Um dia Nossa Senhora Aparecida, a imagem, foi visitar minha cidadezinha, e a cidade por sua vez, fez uma procissão em sua homenagem&#8230;Eis que lá fomos nós, ver a linda passada dela pelas ruas. Meu pai me pois sentada no que chamamos de cacunda, ou nos ombros e me levou para ela. Eu encostei as mãos, e meu pai falou..Filha, pede pra você ficar boa.  Eu respondi com um sorriso infantil e inocência &#8230; Não precisa, ela já me disse que será com 11 anos que meu pé vai ficar bom.</p>
<p>Por isso, eu insisti&#8230;</p>
<p>Quando eu tinha 9 anos nós nos mudamos de voltamos pro Rio, interior. Primeira escola lá era chique , cheia de meninos mimados logo, percebi que não era fácil,  a tal da integração social. Recreio, ou intervalo. Galera correndo, Alice sentada. Esportes?? Ninguém merece&#8230;Já é dificil, imagina então quando ninguém anda com você, te zoam (sim, criança é terrível!). Não tinha amigos, só um menino, um bom amigo.</p>
<p>Como era de se esperar eu não me adaptei, outro Estado, outro sotaque (zoada tambem por puxarrr o R), gente metidinha..eu ainda tinha que passar direto e a mudança tinha sido no meio da segunda série (maldita matemática).</p>
<p>Pois é, passei de ano e só no outro ano é  que mamãe me mudou. Afinal, pra que fugir?? Eu ia enfrentar essas dificuldades sempre, teria que aprender a lidar com elas.</p>
<p>Na terceira série.. colégio novo, vida nova. QUE NADA! Tudo igual, dificuldades, crianças más (brincadeira, criança nunca vai ser má), mas que trancaram no banheiro, ah isso trancaram&#8230;E o pior que agora o novo probmea era que eu estava sendo bem tratada demais pela escola e os outros alunos tinham ciúme. A guerra tava tão brava que eu esta tendo crises nervosas antes de ir pra escola. Mediante febres e vomitos, minha mãe mais uma vez cedeu&#8230;Adivinha quando eu poderia ir pra outra escola? No começo do outro ano&#8230;Tinha que concluir a tortura.</p>
<p>Bem vinda a quarta série! E com uma arma secreta, além de colégio de Feiras, a professora me viu nascer&#8230;ali finalmente eu segui tranquila. Voces estão contanto? Estou com 11 anos, depois de muita insistência, la fomos nós nas férias de julho fazer o exame nos pés. O resultado, para a supresa de alguns, foi que eu ja poderia ser operada. Marcamos para as férias de fim de ano, pois eu tinha que terminar o ano escolar. UFA!</p>
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