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	<title>Alice Andrade Design e Histórias &#187; deficiente</title>
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	<description>Justiça colher aquilo que plantou</description>
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		<title>Os limites do preconceito</title>
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		<pubDate>Wed, 14 Apr 2010 17:26:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>alice</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Observamos na semana passada uma das cenas mais fortes que vi nos últimos tempos, a Luciana de Viver a Vida foi pedida em casamento e sua futura sogra teve uma reação infelizmente comum a muitos familiares de pessoas que se apaixonam por portadores de necessidades especiais.
A senhora recebeu a notícia com disfarçada indignação, e em [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Observamos na semana passada uma das cenas mais fortes que vi nos últimos tempos, a Luciana de Viver a Vida foi pedida em casamento e sua futura sogra teve uma reação infelizmente comum a muitos familiares de pessoas que se apaixonam por portadores de necessidades especiais.</p>
<p>A senhora recebeu a notícia com disfarçada indignação, e em seguida foi &#8220;conversar&#8221; com futura nora. Nesta conversa ela disse querer tirar dúvidas sobre as atuais condições da menina. A conversa esclareceu suas dúvidas sobre as condições da menina, porém, ao vê-la educada respondendo os questionamentos, a mãe do rapaz extrapolou os limites do preconceito ao insinuar que a menina nunca satisfaria o marido sexualmente e ainda que talvez nunca poderia ter filhos, e que seu filho esconderia o problema por educação ou pena.</p>
<p>Como alguém pode presumir visualmente as condições de saúde do outro? Familiares não têm direito algum a ferir alguém dessa forma pois além de constituir ignorância, constitui ainda desrespeito com as escolhas pessoais do ente querido e descaso com o amor. O amor é o sentimento mais nobre que existe não há sentido em tentar definir a pessoa certa ou errada para alguém amar, em desafiar o desejo de unir-se de duas pessoas.</p>
<p>Há quem diga que oque pode mover esse tipo de atitude é o amor. Que amor é esse que não leva em conta a opção da pessoa amada. Não existe amor neste tipo de atitude, existe sentimento de posse pelo qual alguns acham que podem decidir o parceiro ideal para alguém. E em se fazendo essa escolha de forma visual, como saberemos se a pessoa &#8220;escolhida&#8221; por nós não tem vícios ou atitudes indígnas escondidas em um corpo perfeito?</p>
<p>Já é hora das pessoas enxergarem os seres humanos por trás dos problemas físicos, deficiências físicas, visuais de toda forma. Os deficientes ou portadores de necessidades especiais têm muito a ensinar a respeito de tolerância, resignação, humildade, força de vontade e superação. Muitas vezes estes se tornam companheiros e companheiras fortes e amorosos, despertando paixões nas almas nos seus cônjuges, um amor pleno que é cego para qualquer defeito do corpo.  Um amor que ama de alma para alma, o mais puro e o mais profundo, o mais verdadeiro. Não é difícil encontrarmos casais formados assim e quem tem uma união invejável.</p>
<p>Cuidado &#8220;pessoas que so querem o bem&#8221; dos outros, pois já erraram em pensar em julgar alguém pela aparência e ninguém é propriedade do outro por mais que tenham laços familiares, esse tipo de atitude pode magoar e é inútil, desperdiça energia, desgasta relacionamentos familiares, pode causar feridas muito difícies de cicatrizar e o mais importante:<strong> Não vai destruir o amor verdadeiro!</strong></p>
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		<title>A cirurgia  Cap.4   mielomenigoceli</title>
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		<pubDate>Sat, 03 Apr 2010 05:19:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>alice</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Chegou o dia da cirurgia, bateu o medo, é claro. Derrepente parecia que minha coragem tinha saido correndo, eu estava apavorada.   Eu tinha levado minha Nossa Senhora da Rosa Mística, mamãe colocou ela entre minhas mãos e me deixou ir, com a dor de uma mãe que via sua filha desesperada de medo, mas não  havia [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Chegou o dia da cirurgia, bateu o medo, é claro. Derrepente parecia que minha coragem tinha saido correndo, eu estava apavorada.   Eu tinha levado minha Nossa Senhora da Rosa Mística, mamãe colocou ela entre minhas mãos e me deixou ir, com a dor de uma mãe que via sua filha desesperada de medo, mas não  havia recuo, era o melhor pra mim. Horas de cirurgia se passaram, eu até acordei no meio, mas voltei a dormir logo, graças a mais anestesia.</p>
<p>Ao acordar, atordoada, vi minha família e me senti confortada, minha mãe do meu lado me confortou, meu pai..Enfim, minha mãe me trouxe um docinho, mas eu não sentia o gosto, o gosto daquele brigadeiro foi de amor!</p>
<p>Começava mais uma etapa, em pleno verão me vi com as pernas engessadas até a bacia, e teria que ser assim por dois meses. Eis que surge um problema, a abertura no peito do pé direito não fechava, tinha ocorrido necrose. Isso quer dizer que por falta de circulação do sangue suficiente na área o pé so fecharia com muita dedicação.  Um abertura no gesso foi feita para que o machucado fosse tratado.</p>
<p>Voltamos para casa depois de algum tempo hospedados na casa de amigos em São Roque. Aquele verão foi cansativo. Na casa de praia de minha avó, a família fazia tudo para que eu não me sentisse triste. Tios me levavam a beira da praia no colo, as crianças vinham com baldinho me jogar água do mar, minhas amigas estavam sempre por perto, conversando comigo.</p>
<p>No segundo mês trocamos o gesso para só metade da perna, d joelho pra baixo, nesse ponto eu ja arriscava alguns passos (não pode) hahahah!</p>
<p>Tiramos o gesso no fim do verão, a tempo de frequentar as aulas, comecei a ir a escola, ainda com a ferida aberta no pé.</p>
<p>Estava indo para a quinta série e aquele ano seria bom. Bons amigos me fizeram passar por todos os desafios com louvor. Levava um curativo no pé meio aberto porque não podia ser abafado, alguns sentiam nojo, outros achavam legal.</p>
<p>A essa altura eu ja fazia inglês e estava indo bem, começava a me interessar por coisas de adolescentes.</p>
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		<title>Aborrecência, lá vamos nós   Cap.3  Mielomenigoceli</title>
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		<pubDate>Tue, 22 Sep 2009 22:09:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>alice</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Nesse ano que passou, meus 11 anos, realmente começaram os probleminhas adolescentes conhecidos por todos e outros peculiares da minha saúde.
No meu aniversário que seria um discoteca, eu quos ta mbem motivo de barbie, e dei chorei muito quando vii que não ia ganhar uma boneca&#8230;Minha mãe foi lá na loja, faltando poucas horas e  [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Nesse ano que passou, meus 11 anos, realmente começaram os probleminhas adolescentes conhecidos por todos e outros peculiares da minha saúde.</p>
<p>No meu aniversário que seria um discoteca, eu quos ta mbem motivo de barbie, e dei chorei muito quando vii que não ia ganhar uma boneca&#8230;Minha mãe foi lá na loja, faltando poucas horas e  me trouxe uma..rsrsr! Eu briguei com meu pai feio nesse dia, nem lembro porque,  mas lembro claramente dele me ameaçando pro no clégio interno se eu não parasse de desafia-lo. Teimosa essa menina.</p>
<p>Nesse ano tambem o médico pediu para que tivesse acompanhamento psicológico a fim e me preparar para a cirurgia dos pés. Eu ia lá, ficava desenhando, desenhando..era legal. Um dia , do nada, eu me levantei, olhei pra cara dele e mandei:&#8221;Pra que isso?? Eu espero essa cirurgia desde os 4 anos, estou muito esclarecida sobre tudo, não tenho nada a fazer aqui!&#8221; (rsrsrsr!) O resultado foi, esporro do pai, apoio da mãe &#8230;e eu sai.  Afinal..eu já tinha coisa de mais pra fazer&#8230;rsrsrsr!</p>
<p>Acabaram as aulas, era hora de pensar na cirurgi, se preparar pra viagem. Lá fomos nós, antes ficmaos uma semana em um chalé lindo em Rio das Ostras, acho que meus pais queriam me distrair. Eu brinquei e briguei muito com minha irmã, minha companheirinha. Estavamos todos nervosos, fomos pra Sao Roque denovo, ficamos na casa de amigos.</p>
<p>O quarto onde estávamos tinha sido de alguem especial, um amigo da familia com o qual eu me dava muito bem, mas que infelizmente foi levado cedo pelas drogas, entao, no quarto vazio, a alegria da mniha familia havia chegado.</p>
<p>A esperança era grande, eu iria andar com os dois pés totalmente no chão, joelhos esticados, coluna reta. Viajamos para Sorocaba, uma viagem de esperança e apreensão.</p>
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