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	<title>Alice Andrade Design e Histórias &#187; preconceito</title>
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	<description>Justiça colher aquilo que plantou</description>
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		<title>Os limites do preconceito</title>
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		<pubDate>Wed, 14 Apr 2010 17:26:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>alice</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Observamos na semana passada uma das cenas mais fortes que vi nos últimos tempos, a Luciana de Viver a Vida foi pedida em casamento e sua futura sogra teve uma reação infelizmente comum a muitos familiares de pessoas que se apaixonam por portadores de necessidades especiais.
A senhora recebeu a notícia com disfarçada indignação, e em [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Observamos na semana passada uma das cenas mais fortes que vi nos últimos tempos, a Luciana de Viver a Vida foi pedida em casamento e sua futura sogra teve uma reação infelizmente comum a muitos familiares de pessoas que se apaixonam por portadores de necessidades especiais.</p>
<p>A senhora recebeu a notícia com disfarçada indignação, e em seguida foi &#8220;conversar&#8221; com futura nora. Nesta conversa ela disse querer tirar dúvidas sobre as atuais condições da menina. A conversa esclareceu suas dúvidas sobre as condições da menina, porém, ao vê-la educada respondendo os questionamentos, a mãe do rapaz extrapolou os limites do preconceito ao insinuar que a menina nunca satisfaria o marido sexualmente e ainda que talvez nunca poderia ter filhos, e que seu filho esconderia o problema por educação ou pena.</p>
<p>Como alguém pode presumir visualmente as condições de saúde do outro? Familiares não têm direito algum a ferir alguém dessa forma pois além de constituir ignorância, constitui ainda desrespeito com as escolhas pessoais do ente querido e descaso com o amor. O amor é o sentimento mais nobre que existe não há sentido em tentar definir a pessoa certa ou errada para alguém amar, em desafiar o desejo de unir-se de duas pessoas.</p>
<p>Há quem diga que oque pode mover esse tipo de atitude é o amor. Que amor é esse que não leva em conta a opção da pessoa amada. Não existe amor neste tipo de atitude, existe sentimento de posse pelo qual alguns acham que podem decidir o parceiro ideal para alguém. E em se fazendo essa escolha de forma visual, como saberemos se a pessoa &#8220;escolhida&#8221; por nós não tem vícios ou atitudes indígnas escondidas em um corpo perfeito?</p>
<p>Já é hora das pessoas enxergarem os seres humanos por trás dos problemas físicos, deficiências físicas, visuais de toda forma. Os deficientes ou portadores de necessidades especiais têm muito a ensinar a respeito de tolerância, resignação, humildade, força de vontade e superação. Muitas vezes estes se tornam companheiros e companheiras fortes e amorosos, despertando paixões nas almas nos seus cônjuges, um amor pleno que é cego para qualquer defeito do corpo.  Um amor que ama de alma para alma, o mais puro e o mais profundo, o mais verdadeiro. Não é difícil encontrarmos casais formados assim e quem tem uma união invejável.</p>
<p>Cuidado &#8220;pessoas que so querem o bem&#8221; dos outros, pois já erraram em pensar em julgar alguém pela aparência e ninguém é propriedade do outro por mais que tenham laços familiares, esse tipo de atitude pode magoar e é inútil, desperdiça energia, desgasta relacionamentos familiares, pode causar feridas muito difícies de cicatrizar e o mais importante:<strong> Não vai destruir o amor verdadeiro!</strong></p>
<p><object width="480" height="385"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/gyUt9B4a_hk&#038;hl=pt_BR&#038;fs=1&#038;color1=0x5d1719&#038;color2=0xcd311b"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/gyUt9B4a_hk&#038;hl=pt_BR&#038;fs=1&#038;color1=0x5d1719&#038;color2=0xcd311b" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="385"></embed></object></p>
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		<title>Como tratar um deficiente físico</title>
		<link>http://www.alice.blog.br/2010/03/como-tratar-um-deficiente-fisico/</link>
		<comments>http://www.alice.blog.br/2010/03/como-tratar-um-deficiente-fisico/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 26 Mar 2010 19:39:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>alice</dc:creator>
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		<category><![CDATA[deficientes]]></category>
		<category><![CDATA[inclusão social]]></category>
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		<category><![CDATA[preconceito]]></category>

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		<description><![CDATA[fonte: portal do espirito


Errado: Evitar falar com os deficientes sobre coisas que uma pessoa normal 	pode fazer e eles não.
Certo: Conversar normalmente com os deficientes, falando sobre todos os 	assuntos, pois é bom para eles saberem mesmo das coisas que não 	podem ouvir, ver ou participar por causa da limitação de 	movimentos. 
Errado: Elogiar ou [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><!-- 		@page { margin: 2cm } 		H1 { margin-top: 0.49cm; margin-bottom: 0.49cm; color: #660000; text-align: center; page-break-after: auto } 		H1.western { font-family: "Verdana", sans-serif; font-size: 36pt } 		H1.cjk { font-family: "Lucida Sans Unicode"; font-size: 36pt } 		H1.ctl { font-family: "Tahoma"; font-size: 36pt } 		P { margin-bottom: 0.21cm } 		A:link { color: #996600 } --><span style="font-size: small;">fonte: <a href="http://www.espirito.org.br">portal do espirito</a><br />
</span></p>
<ol>
<li><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Verdana,sans-serif;"><strong>Errado:</strong></span></span><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Verdana,sans-serif;"> Evitar falar com os deficientes sobre coisas que uma pessoa normal 	pode fazer e eles não.<br />
</span></span><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Verdana,sans-serif;"><strong>Certo:</strong></span></span><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Verdana,sans-serif;"> Conversar normalmente com os deficientes, falando sobre todos os 	assuntos, pois é bom para eles saberem mesmo das coisas que não 	podem ouvir, ver ou participar por causa da limitação de 	movimentos. </span></span></li>
<li><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Verdana,sans-serif;"><strong>Errado:</strong></span></span><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Verdana,sans-serif;"> Elogiar ou depreciar uma pessoa deficiente, somente por ela ser 	limitada.<br />
</span></span><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Verdana,sans-serif;"><strong>Certo: </strong></span></span><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Verdana,sans-serif;">Tratar 	o deficiente como alguém com limitações específicas da 	deficiência, porém com as mesmas qualidades e defeitos de qualquer 	ser humano </span></span></li>
<li><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Verdana,sans-serif;"><strong>Errado:</strong></span></span><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Verdana,sans-serif;"> Superproteger o deficiente, fazendo coisas por ele.<br />
</span></span><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Verdana,sans-serif;"><strong>Certo: </strong></span></span><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Verdana,sans-serif;">Permitir 	que o deficiente desenvolva ao máximo suas potencialidades, 	ajudando-o apenas quando for realmente necessário. </span></span></li>
<li><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Verdana,sans-serif;"><strong>Errado:</strong></span></span><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Verdana,sans-serif;"> Chamar o deficiente pelo apelido relativo à sua deficiência (ex.: 	surdinho, surdo, mudo, cego, maneta etc.), pois ele pode se 	ofender<br />
</span></span><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Verdana,sans-serif;"><strong>Certo: </strong></span></span><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Verdana,sans-serif;">Chamar 	a pessoa deficiente pelo nome, como se faz com qualquer outra 	pessoa. </span></span></li>
<li><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Verdana,sans-serif;"><strong>Errado:</strong></span></span><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Verdana,sans-serif;">Dirigir-se 	à pessoa cega como se ela fosse surda, fazendo esforço para que 	ela ouça melhor. O cego não é surdo.<br />
</span></span><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Verdana,sans-serif;"><strong>Certo:</strong></span></span><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Verdana,sans-serif;"> Conversar com o cego em tom de voz normal. </span></span></li>
<li><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Verdana,sans-serif;"><strong>Errado:</strong></span></span><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Verdana,sans-serif;"> Referir-se à deficiência da pessoa como uma desgraça, como algo 	que mereça piedade e vá ser compensado no céu.<br />
</span></span><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Verdana,sans-serif;"><strong>Certo:</strong></span></span><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Verdana,sans-serif;"> Falar da deficiência como um problema, entre outros, que apenas 	limita a vida em certos aspectos específicos. </span></span></li>
<li><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Verdana,sans-serif;"><strong>Errado: </strong></span></span><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Verdana,sans-serif;">Demonstrar 	pena da pessoa deficiente.<br />
</span></span><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Verdana,sans-serif;"><strong>Certo: </strong></span></span><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Verdana,sans-serif;">Tratar 	pessoa deficiente como alguém capaz de participar da vida em todos 	os sentidos. </span></span></li>
<li><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Verdana,sans-serif;"><strong>Errado: </strong></span></span><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Verdana,sans-serif;">Usar 	adjetivos como &#8220;maravilhoso&#8221;, &#8220;fantástico&#8221; 	etc., cada vez que se vê uma pessoa deficiente fazendo algo que 	aparentemente não conseguiria (por exemplo, ver o cego discar o 	telefone ou ver as horas, ver um surdo falar e/ou compreender o que 	lhe falam).<br />
</span></span><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Verdana,sans-serif;"><strong>Certo:</strong></span></span><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Verdana,sans-serif;"> Conscientizar-se de que a pessoa deficiente desenvolve estratégias 	diárias e superando normalmente os obstáculos, e não mostrar 	espanto diante de um fato que é comum para o deficiente. </span></span></li>
<li><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Verdana,sans-serif;"><strong>Errado:</strong></span></span><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Verdana,sans-serif;"> Referir-se às habilidades de um deficiente como &#8220;sexto 	sentido&#8221; (no caso do cego e surdo, por exemplo) ou como uma 	&#8220;compensação da natureza&#8221;.<br />
</span></span><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Verdana,sans-serif;"><strong>Certo:</strong></span></span><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Verdana,sans-serif;"> Encarar como decorrência normal da deficiência o desenvolvimento 	de habilidades que possam parecer extraordinárias para uma pessoa 	comum. </span></span></li>
<li><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Verdana,sans-serif;"><strong>Errado:</strong></span></span><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Verdana,sans-serif;"> Evitar usar as palavras ver, ouvir, andar, etc., diante de pessoas 	que sejam cegas, surdas ou privadas de movimentos.<br />
</span></span><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Verdana,sans-serif;"><strong>Certo:</strong></span></span><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Verdana,sans-serif;"> Conversar normalmente com os deficientes, para que eles não se 	sintam diferenciados por perceptível constrangimento no falar do 	interlocutor. </span></span></li>
<li><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Verdana,sans-serif;"><strong>Errado: </strong></span></span><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Verdana,sans-serif;">Deixar 	de oferecer ajuda a uma pessoa deficiente em qualquer situação 	(por exemplo, cego atravessando a rua, pessoa de muleta subindo no 	ônibus etc.), mesmo que às vezes o deficiente responda mal, 	interpretando isto como gesto de piedade. A maioria dos deficientes 	necessita de ajuda em diversas situações.<br />
</span></span><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Verdana,sans-serif;"><strong>Certo: </strong></span></span><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Verdana,sans-serif;">Ajudar 	o deficiente sempre que for realmente necessário, sem generalizar 	quaisquer experiências desagradáveis, atribuindo-as somente a 	pessoas deficientes, pois podem acontecer também com as pessoas 	normais. </span></span></li>
<li><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Verdana,sans-serif;"><strong>Errado:</strong></span></span><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Verdana,sans-serif;"> Supervalorizar o deficiente, achando que ele pode resolver qualquer 	problema sozinho (por exemplo, o cego alcançar qualquer porta 	apenas contando os passos, sem que alguém indique a 	direção).<br />
</span></span><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Verdana,sans-serif;"><strong>Certo:</strong></span></span><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Verdana,sans-serif;"> Conscientizar-se de que as limitações de um deficiente são reais, 	e muitas vezes ele precisa de auxílio. </span></span></li>
<li><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Verdana,sans-serif;"><strong>Errado:</strong></span></span><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Verdana,sans-serif;"> Recusar a ajuda oferecida por uma pessoa deficiente, em qualquer 	situação ou tarefa, por acreditar que não seja capaz de 	realizá-la.<br />
</span></span><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Verdana,sans-serif;"><strong>Certo: </strong></span></span><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Verdana,sans-serif;">Confiar 	na pessoa deficiente, acreditando que ela só lhe oferecerá ajuda 	se estiver segura de poder fazer aquilo a que se propõe. O 	deficiente conhece melhor do que ninguém suas limitações e 	capacidades. </span></span></li>
<li><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Verdana,sans-serif;"><strong>Errado:</strong></span></span><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Verdana,sans-serif;"> Ao falar, principalmente com o cego, dirigir-se ao acompanhante do 	deficiente, e não ao deficiente, como se ele fosse incapaz de 	pensar, dizer e agir por si.<br />
</span></span><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Verdana,sans-serif;"><strong>Certo: </strong></span></span><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Verdana,sans-serif;">Dirigir-se 	sempre ao próprio deficiente, quando o assunto referir-se a ele, 	mesmo que esteja acompanhado. </span></span></li>
<li><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Verdana,sans-serif;"><strong>Errado:</strong></span></span><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Verdana,sans-serif;"> Agarrar a pessoa cega pelo braço para guiá-la, pois ela perde a 	orientação.<br />
</span></span><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Verdana,sans-serif;"><strong>Certo: </strong></span></span><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Verdana,sans-serif;">Deixar 	que o cego segure no braço ou apoie a mão no ombro de quem o guia. </span></span></li>
<li><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Verdana,sans-serif;"><strong>Errado:</strong></span></span><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Verdana,sans-serif;"> Agarrar pelo braço pessoas com muletas, ou segurar abruptamente uma 	cadeira de rodas, ao ver o deficiente diante uma possível 	dificuldade.<br />
</span></span><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Verdana,sans-serif;"><strong>Certo:</strong></span></span><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Verdana,sans-serif;"> Ao ver o deficiente diante de um possível obstáculo, perguntar se 	ele precisa de ajuda, e qual a maneira correta de ajudá-lo. Agarrar 	um aparelho ortopédico ou uma cadeira de rodas, repentinamente, é 	uma atitude agressiva, como agarrar qualquer parte do corpo de uma 	pessoa comum sem aviso. </span></span></li>
<li><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Verdana,sans-serif;"><strong>Errado:</strong></span></span><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Verdana,sans-serif;"> Segurar o deficiente, na tentativa de ajudá-lo, quando já houver 	uma pessoa orientando-o, principalmente no caso do cego.<br />
</span></span><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Verdana,sans-serif;"><strong>Certo:</strong></span></span><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Verdana,sans-serif;"> Quando houver necessidade ajuda ou orientação, apenas uma pessoa 	deve tocar o deficiente, a não ser em situações muito 	específicas, que peçam mais ajuda (por exemplo, carregar uma 	cadeira de rodas para subir uma escada). </span></span></li>
<li><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Verdana,sans-serif;"><strong>Errado:</strong></span></span><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Verdana,sans-serif;"> Carregar o deficiente, principalmente o cego, ajudá-lo a atravessar 	a rua, tomar condução, subir ou descer escadas.<br />
</span></span><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Verdana,sans-serif;"><strong>Certo:</strong></span></span><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Verdana,sans-serif;"> Auxiliar o deficiente nestas situações apenas até o ponto em que 	realmente seja necessário, para evitar atrapalhá-lo mais. </span></span></li>
<li><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Verdana,sans-serif;"><strong>Errado: </strong></span></span><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Verdana,sans-serif;">Pegar 	a pessoa cega pelo braço para colocá-la na posição na posição 	correta de sentar numa cadeira.<br />
</span></span><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Verdana,sans-serif;"><strong>Certo:</strong></span></span><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Verdana,sans-serif;"> Colocar a mão do cego sobre o espaldar da cadeira e deixar que ele 	se sente como achar melhor. </span></span></li>
<li><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Verdana,sans-serif;"><strong>Errado:</strong></span></span><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Verdana,sans-serif;"> Guiar a pessoa cega em diagonal quando atravessar a rua.<br />
</span></span><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Verdana,sans-serif;"><strong>Certo:</strong></span></span><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Verdana,sans-serif;"> Atravessar o cego sempre em linha reta, para que não perca a 	orientação. </span></span></li>
<li><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Verdana,sans-serif;"><strong>Errado:</strong></span></span><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Verdana,sans-serif;"> Tratar o deficiente com constrangimento, evitando falar sobre sua 	deficiência.<br />
</span></span><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Verdana,sans-serif;"><strong>Certo:</strong></span></span><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Verdana,sans-serif;"> Conversar naturalmente com o deficiente sobre sua deficiência, 	evitando porém perguntas em excesso. Na maioria dos casos, ele 	preferirá falar normalmente sobre aquilo que é apenas parte de sua 	vida, e não uma coisa anormal ou extraordinária, como possa 	parecer ao interlocutor. </span></span></li>
<li><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Verdana,sans-serif;"><strong>Errado:</strong></span></span><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Verdana,sans-serif;"> Levar o cego a qualquer lugar onde haja mais pessoas e entrar como 	se ele pudesse ver quem está no recinto.<br />
</span></span><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Verdana,sans-serif;"><strong>Certo: </strong></span></span><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Verdana,sans-serif;">Apresentar 	o cego a todas as pessoas que estejam num local onde ele é levado 	por outra pessoa vidente. </span></span></li>
<li><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Verdana,sans-serif;"><strong>Errado: </strong></span></span><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Verdana,sans-serif;">Ao 	receber um cego em sua casa, deixá-lo orientar-se sozinho.<br />
</span></span><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Verdana,sans-serif;"><strong>Certo:</strong></span></span><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Verdana,sans-serif;"> Ao receber um cego em sua casa, mostre-lhe todas as dependências e 	os possíveis obstáculos, e deixe que ele se oriente, colocando-se 	disponível para mostrar-lhe novamente alguma dependência, caso ele 	ache necessário. </span></span></li>
<li><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Verdana,sans-serif;"><strong>Errado:</strong></span></span><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Verdana,sans-serif;">Constranger-se 	em avisar o cego de que ele está com alguma coisa errada na sua 	vestimenta ou aparência física, ou que está fazendo movimentos 	não usuais, como balançar-se ou manter a cabeça baixa durante uma 	conversa.<br />
</span></span><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Verdana,sans-serif;"><strong>Certo:</strong></span></span><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Verdana,sans-serif;"> Conscientizar-se de que o cego, por não enxergar, não segue o 	padrão de imitação visual, não podendo, portanto, seguir o 	comportamento aparente das pessoas videntes. Avisar o cego sempre 	que perceber que ele está com aparência ou comportamento fora do 	padrão social normal, evitando que ele caia no ridículo. </span></span></li>
<li><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Verdana,sans-serif;"><strong>Errado:</strong></span></span><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Verdana,sans-serif;"> Avançar subitamente sobre a pessoa deficiente por achar que ela não 	vai conseguir realizar uma tarefa (por exemplo, quando o cego está 	levando o garfo à boca), se o deficiente não solicitar 	ajuda.<br />
</span></span><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Verdana,sans-serif;"><strong>Certo:</strong></span></span><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Verdana,sans-serif;"> Permitir que o deficiente realize sozinho suas tarefas, mesmo quando 	lhe pareça impossível. Só se deve socorrê-lo em caso de perigo. </span></span></li>
<li><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Verdana,sans-serif;"><strong>Errado:</strong></span></span><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Verdana,sans-serif;"> Agarrar a pessoa cega com intuito de orientá-la quando ela está 	caminhando normalmente na rua.<br />
</span></span><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Verdana,sans-serif;"><strong>Certo:</strong></span></span><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Verdana,sans-serif;"> Deixar que o cego aprenda por si só a transpor os obstáculos da 	rua, pois ele é capaz de fazê-lo sozinho. Segurar seu braço, 	exceto no sinal ou diante de algum perigo real, na verdade o 	desorienta. </span></span></li>
<li><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Verdana,sans-serif;"><strong>Errado:</strong></span></span><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Verdana,sans-serif;"> Chamar a atenção para o aparelho de surdez.<br />
</span></span><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Verdana,sans-serif;"><strong>Certo:</strong></span></span><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Verdana,sans-serif;"> Estimular o uso do aparelho, encarando-o com a mesma naturalidade 	com que são vistos os óculos. </span></span></li>
<li><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Verdana,sans-serif;"><strong>Errado:</strong></span></span><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Verdana,sans-serif;"> Gritar de longe e/ou às costas de uma pessoa surda para 	chamá-la.<br />
</span></span><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Verdana,sans-serif;"><strong>Certo:</strong></span></span><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Verdana,sans-serif;"> Para chamar a atenção de uma pessoa surda que esteja de costas, 	deve-se tocá-la, de leve, no braço, antes de começar a falar com 	ela. </span></span></li>
<li><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Verdana,sans-serif;"><strong>Errado:</strong></span></span><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Verdana,sans-serif;"> Gritar para chamar a atenção de uma pessoa surda que esteja em 	perigo<br />
</span></span><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Verdana,sans-serif;"><strong>Certo:</strong></span></span><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Verdana,sans-serif;"> Procurar chegar até ela o mais rapidamente possível, procurando 	ajudá-la. Lembrar que uma pessoa que atravessa a rua poderá ser 	surda, podendo, por isso, não ouvir a buzina de seu carro. </span></span></li>
</ol>
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		<title>Aprendendo a aprender Cap.2 Mielomenigoceli</title>
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		<pubDate>Thu, 10 Sep 2009 08:37:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>alice</dc:creator>
				<category><![CDATA[Mielomeningocele]]></category>
		<category><![CDATA[deficiência]]></category>
		<category><![CDATA[má formação]]></category>
		<category><![CDATA[mielomenigocele]]></category>
		<category><![CDATA[preconceito]]></category>
		<category><![CDATA[superação]]></category>

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		<description><![CDATA[Você faz a mínima idéia de como é incômodo ouvir a pergunta&#8230;Oque voce tem na perna? imendado em um&#8230;É de nascença (sim, porque esse tipo de gente quase sempre num sabe falar nascência!)?
Pois é assim que começo este post&#8230;Oque é que os seres humanos têm na cabeça??
O tempo passava, procuramos os melhores médicos em São [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Você faz a mínima idéia de como é incômodo ouvir a pergunta&#8230;Oque voce tem na perna? imendado em um&#8230;É de nascença (sim, porque esse tipo de gente quase sempre num sabe falar nascência!)?</p>
<p>Pois é assim que começo este post&#8230;Oque é que os seres humanos têm na cabeça??</p>
<p>O tempo passava, procuramos os melhores médicos em São Paulo, Escola Paulista de Medicina&#8230;vários exames&#8230;Chegamos até Dr. Celso Simonetti, ortopedista muito competente que encarou o desafio de operar meus pés, tortos por conta da má formação. Começamos a peleja, todos os anos exames de raio x para ver se o pé havia parado de crescer&#8230;Só com 12 anos, o doutor dizia, mas temos que monitorar as alterações. Eu retrucava&#8230;Não, Nossa Senhora Aparecida me avisou, é com 11anos!</p>
<p>Vou fazer uma pausa aqui pra contar esse causo. Um dia Nossa Senhora Aparecida, a imagem, foi visitar minha cidadezinha, e a cidade por sua vez, fez uma procissão em sua homenagem&#8230;Eis que lá fomos nós, ver a linda passada dela pelas ruas. Meu pai me pois sentada no que chamamos de cacunda, ou nos ombros e me levou para ela. Eu encostei as mãos, e meu pai falou..Filha, pede pra você ficar boa.  Eu respondi com um sorriso infantil e inocência &#8230; Não precisa, ela já me disse que será com 11 anos que meu pé vai ficar bom.</p>
<p>Por isso, eu insisti&#8230;</p>
<p>Quando eu tinha 9 anos nós nos mudamos de voltamos pro Rio, interior. Primeira escola lá era chique , cheia de meninos mimados logo, percebi que não era fácil,  a tal da integração social. Recreio, ou intervalo. Galera correndo, Alice sentada. Esportes?? Ninguém merece&#8230;Já é dificil, imagina então quando ninguém anda com você, te zoam (sim, criança é terrível!). Não tinha amigos, só um menino, um bom amigo.</p>
<p>Como era de se esperar eu não me adaptei, outro Estado, outro sotaque (zoada tambem por puxarrr o R), gente metidinha..eu ainda tinha que passar direto e a mudança tinha sido no meio da segunda série (maldita matemática).</p>
<p>Pois é, passei de ano e só no outro ano é  que mamãe me mudou. Afinal, pra que fugir?? Eu ia enfrentar essas dificuldades sempre, teria que aprender a lidar com elas.</p>
<p>Na terceira série.. colégio novo, vida nova. QUE NADA! Tudo igual, dificuldades, crianças más (brincadeira, criança nunca vai ser má), mas que trancaram no banheiro, ah isso trancaram&#8230;E o pior que agora o novo probmea era que eu estava sendo bem tratada demais pela escola e os outros alunos tinham ciúme. A guerra tava tão brava que eu esta tendo crises nervosas antes de ir pra escola. Mediante febres e vomitos, minha mãe mais uma vez cedeu&#8230;Adivinha quando eu poderia ir pra outra escola? No começo do outro ano&#8230;Tinha que concluir a tortura.</p>
<p>Bem vinda a quarta série! E com uma arma secreta, além de colégio de Feiras, a professora me viu nascer&#8230;ali finalmente eu segui tranquila. Voces estão contanto? Estou com 11 anos, depois de muita insistência, la fomos nós nas férias de julho fazer o exame nos pés. O resultado, para a supresa de alguns, foi que eu ja poderia ser operada. Marcamos para as férias de fim de ano, pois eu tinha que terminar o ano escolar. UFA!</p>
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		<title>Historia de vida  Cap.1   Mielomenigocele</title>
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		<pubDate>Sun, 23 Aug 2009 08:17:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>alice</dc:creator>
				<category><![CDATA[Mielomeningocele]]></category>
		<category><![CDATA[deficientes]]></category>
		<category><![CDATA[malformação congênita]]></category>
		<category><![CDATA[mielomenigocele]]></category>
		<category><![CDATA[preconceito]]></category>
		<category><![CDATA[sequelas]]></category>

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		<description><![CDATA[Alice Andrade, portadora de mielomeningocele. O que é mielo&#8230;.?
Como definido pelo site crfaster 
A Mielomeningocele, mais conhecida como Spina Bífida, é uma malformação congênita da coluna vertebral da criança, dificultando a função primordial de proteção da medula espinhal, que é o &#8220;tronco&#8221; de ligação entre o cérebro e os nervos periféricos do corpo humano. Quando [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Alice Andrade, portadora de mielomeningocele. O que é mielo&#8230;.?</p>
<p><span class="texto">Como definido pelo site <a title="mielomeningocele- saber mais" href="http://www.crfaster.com.br">crfaster</a> </span></p>
<blockquote><p><span class="texto">A Mielomeningocele, mais conhecida como Spina Bífida, é uma malformação congênita da coluna vertebral da criança, dificultando a função primordial de proteção da medula espinhal, que é o &#8220;tronco&#8221; de ligação entre o cérebro e os nervos periféricos do corpo humano. Quando a medula espinhal nasce exposta, como na Mielomeningocele, muitos dos nervos podem estar traumatizados ou sem função, sendo que o funcionamento dos órgãos inervados pelos mesmos (bexiga, intestinos e músculos) pode estar afetado.</span></p></blockquote>
<p><span class="texto">As 10h da manhã do dia 27 de junho de 1983, depois de 12 horas de trabalho de parto, eu estrelava&#8230;desculpa&#8230;nascia. Nasci de cezariana, acho que estava com preguiça &#8230; Mas algo não estava normal, eu não fui logo para o berçário. Aparece o médico e fala pra meu pai que ele tinha acabado de ganhar sua primeira menina. Mas ela precisava ser operada nas primeiras 24h de vida senão poderia não resistir. Lá estava a mielo, me enfrentando pela primeira vez. Meu pai tnha duas saidas&#8230;deixar como está e ai eu poderia viver  pouco, ou autorizar a cirugia, e só Deus sabe oque poderia ser&#8230;cega&#8230;surda.paraplégica. E meu pai muito corajoso falou: &#8220;Opera! Vai dar tudo certo.&#8221;</span></p>
<p>Horas e horas de cirugia depois, sai o médico comigo no colo. Abri os olhos: &#8220;Bem, ela acompanha a luzinha, cega não está. E olha, mexe as pernas, esta tudo ótimo com sua filha, vamos esperar pra ver se aparecem sequelas.&#8221;</p>
<p>Portela corria pelo corredor e Elisabete sorria aliviada, ambos pela filhinha. Todos agradeceram ao médico e ao Médico dos Médicos,  avós rezando, todos alegres. Eu tinha vencido o primeiro desafio.</p>
<p>O médico, o segundo pai Mackoul Moussalem, foi todos os dias daquele ano fazer o curativo, ninguem mexia nela, só ele. O único médico que topou fazer a delicada cirugia no bebezinho, desenrolar ligamentos nervosos, colocar tudo pra dentro do corpo e finalmente suturar. E ele a acompanha até hoje, com a fota dela na gaveta do consultório, lembrança de uma vitória e tanto.</p>
<p>O primeiro ano se passou, comecei a falar, mas não andava&#8230;Quase dois anos depois, todos vendo tevê, e a exibida levanta do nada, pega em um sofá, pega no outro, olha pra frente e segue &#8230;. Eu andei para alegria de todos, pés todos, calcanhar servindo de apoio, mas eu andei. Segundo desafio vencido!</p>
<p>Nos próximos anos, foi confirmada a sequela, o bebê fazia de um tudo, virava uma menina esperta, mas não largava as fraldas. A sequela tinha sido nos infincteres do aparelho urinário&#8230;</p>
<p>Primeiro dia na escola, a mão não se cabia de agonia, como deixar ela sozinha, sua primeirinha cuidada com tanto amor..e ela pensou: &#8220;Vou me esconder atras do muro pra ver, ela vai chorar.&#8221; A mocinha de mochila nas costas e cabelo curtinho olhou pra trás, deu xau pra mãe, e seguiu, rumo a um futuro dificil, mas cheio de vitórias. A mãe foi pra casa aliviada, mas meio nervosa&#8230;</p>
<p>Na escola, uma das primeiras alunas, uma das primeiras a ler, a professora reparou quando ela começou a desenhar com mais detalhes e disse: &#8220;A menina  promete!&#8221;. A vida social não era tão fácil na escola, comia no recreio com mais um ou dois coleguinhas, as outras crianças corriam, Alice não podia, e como se não bastasse&#8230;as ouras crianças pegam no pé. Patinha, manca..ninguém merece crianças&#8230;as vezes são cruéis. Até que um dia ela levanta apurrinhada e mete um direto de esquerda no olho da menina de cabelos compridos. Você repreenderia??</p>
<p>Segui a vida, como suportes eu tinha Pais que nunca me excluiram de nada, minha primeira excursão foi aos 4 anos de idade na escolinha, aos 9 anos fui passar 15 dias na Bahia com minha avó, teatros na escola, sempre participei de tudo, a única coisa que me trazia a realidade era o preconceito&#8230;</p>
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